Pular para o conteúdo principal

Vulcão em Tonga: 6 gráficos mostram como erupção se expandiu pelo Pacífico de forma tão violenta


Uma enorme erupção em Tonga no último fim de semana desencadeou um tsunami que se espalhou pelo Pacífico em questão de horas. 


As ondas atingiram Austrália, Nova Zelândia e Japão, bem como a costa oeste da América do Norte e do Sul.


Uma onda de choque atmosférica foi detectada em todo o mundo e uma enorme nuvem de cinzas cobriu as ilhas do Pacífico por milhares de quilômetros.

Aqui está o que sabemos sobre como essa onda se espalhou tão amplamente e com tanta violência.



Onde está Tonga?


Tonga é composto por cerca de 170 ilhas, muitas delas desabitadas, a cerca de 3,3 mil quilômetros a oeste da Austrália.

O vulcão Hunga-Tonga-Hunga-Ha'apai está localizado a quase 65 quilômetros da capital.

Nuvem de cinza se espalha por ilhas de Tonga — Foto: BBC

Nuvem de cinza se espalha por ilhas de Tonga — Foto: BBC

No sábado (15), o centro do vulcão afundou e desapareceu no mar.

Quase duas horas depois, surgiu uma força devastadora.

Quando a erupção acabou, quase todo o vulcão e a terra ao redor dele haviam desaparecido.

Erupção deixa poucos rastros acima da água — Foto: BBC

Erupção deixa poucos rastros acima da água — Foto: BBC

A erupção enviou uma enorme onda de choque atmosférica, que viajou a 300 metros por segundo.

Mudanças na pressão foram detectadas na Europa, do outro lado do mundo, 15 horas depois.

Ondas de choque da erupção são sentidas pelo mundo — Foto: BBC

Ondas de choque da erupção são sentidas pelo mundo — Foto: BBC

A explosão foi ouvida em todo o Pacífico, de Fiji ao Alasca.

Com que rapidez o tsunami se espalhou?

Ondas de tsunami se espalharam rapidamente pelo Pacífico.

Elas levaram menos de 5 horas para chegar à Nova Zelândia e cerca de 10 para chegar ao Alasca.

Especialistas dizem que o tsunami pode ter sido causado por detritos que caíram no fundo do oceano e foi impulsionado pela onda de pressão e seu efeito na superfície da água.

As ondas continuaram no domingo e ainda estavam sendo observadas na Austrália na segunda-feira.

As ondas de tsunami podem ser muito mais destrutivas do que as ondas normais, mesmo quando não são particularmente altas.

Ondas de tsunami registradas no Pacífico — Foto: BBC

Ondas de tsunami registradas no Pacífico — Foto: BBC

Uma onda normal pode levar 15 segundos para chegar à costa e retornar ao mar.

Algumas das ondas do tsunami na Austrália tinham menos de um metro, mas duraram quase 30 minutos.

Elas levaram 15 minutos para inundar a superfície e outros 15 minutos para recuar.

Por que a erupção foi tão violenta?

As razões exatas pelas quais essa erupção foi tão violenta ainda estão sendo analisadas por especialistas.

Alguns acreditam que a velocidade com que o magma derretido saiu do vulcão pode ter desempenhado um papel relevante.

Quando o magma cheio de gás vulcânico é impulsionado através da água do oceano em alta velocidade, não há tempo para uma camada de vapor resfriá-lo.

E essa "interação combustível-refrigerante" causa uma enorme explosão química, segundo os pesquisadores.

Águas mais profundas poderiam ter abafado a erupção, mas a superfície do vulcão estava apenas cerca de 150m a 200m abaixo da água.

Violência do vulcão explicada — Foto: BBC

Violência do vulcão explicada — Foto: BBC

Como está a situação no local neste momento?

As comunicações com Tonga foram destruídas, dificultando a compreensão da escala dos danos.

As comunicações por internet e telefone são limitadas e as áreas costeiras remotas estão ilhadas.

A Cruz Vermelha disse que até os telefones por satélite, que muitas agências de ajuda humanitária usam, tiveram má recepção por causa da nuvem de cinzas.

A organização estima que cerca de 80 mil pessoas podem ter sido afetadas pelo tsunami.

Terrenos em Tonga cobertos após a erupção

Combinação de imagens de satélite mostra casas e edifícios em Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai — Foto: Maxar Technologies via AP

Combinação de imagens de satélite mostra casas e edifícios em Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai — Foto: Maxar Technologies via AP

A poeira do vulcão pode contaminar o abastecimento de água, levando os moradores a precisarem beber água engarrafada e usar máscaras.

O governo da Nova Zelândia, que vem ajudando nos esforços de ajuda, diz que a costa oeste de Tongatapu, a principal ilha de Tonga, sofreu "danos significativos".



Fonte: G1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Desmatamento na Amazônia em 2021 é o maior dos últimos dez anos, diz Imazon

  Gado pasta em meio à fumaça causada por um foco de queimada da Amazônia em Rio Pardo, Rondônia, em setembro de 2019. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters De acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do órgão, que monitora a região com imagens de satélites,  10.362 km² de mata nativa foram destruídos de janeiro a dezembro do ano passado , o que equivale à metade do estado de Sergipe.   A devastação em 2021 foi 29% maior que no ano anterior, quando 8.096 km² de floresta foram destruídos e o desmatamento na Amazônia já havia registrado a maior área desde 2012, aponta o instituto.       A organização não governamental destaca em seu site que "o recorde negativo anual é extremamente grave diante das consequências dessa destruição", apesar de ter havido redução de 49% no desmatamento em dezembro de 2021 em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em 2020, 276 km² haviam sido desmatados na região, área que foi reduzida para 140 km²...

Peru isola praias após vazamento de petróleo atribuído a fortes ondas decorrentes do tsunami em Tonga

  O governo do   Peru   decidiu isolar três praias após um vazamento de petróleo atribuído às fortes ondas registradas após o tsunami em Tonga, anunciou na segunda-feira (17) o Ministério do Meio Ambiente. "Há um dano grave à biodiversidade, que, inclusive, pode incidir na saúde humana, e ordenou-se que essa área seja isolada para todo tipo de atividade", informou o ministro Rubén Ramírez.   "Estamos preocupados, porque já são três praias prejudicadas, chegando, aproximadamente, a três quilômetros de contaminação", disse Ramírez após verificar os danos ambientais. Segundo o ministério, a empresa que causou o vazamento pode receber uma multa de US$ 34,5 milhões (cerca de R$ 191 milhões). O acidente, já controlado, ocorreu no último sábado (15), nas praias da província peruana de Callao, informou o Centro Nacional de Operações de Emergência (Coen). A Refinaria La Pampilla, da espanhola Repsol, informou no domingo (16) um "vazamento limitado" de petróleo no m...